Archive for fevereiro, 2011

O dia que eu tirei os pés do chão

Têm vezes que o mundo cobra de você um comportamento o qual você não pode dar. Então o mundo te aperta até você contrariar um princípio seu e tudo virar de ponta cabeça. Ontem eu tomei uma decisão muito importante, que varou todas as minhas vontades e todos os planos de vida que eu havia feito até agora. De repente eu percebi que eu precisava me desligar dessa vida programada. Eu precisava pedir as contas.
Sinto por deixar para trás pessoas maravilhosas, reunidas em uma oportunidade que me foi dada há 10 meses com o maior carinho do mundo. Refleti muito durante esse período sobre o que é ser maduro e adulto. Nessa brincadeira de crescer, percebi que ambos são completamente diferentes. Ser adulto é conformar-se com as coisas. É sentir um medo pior que o das crianças. Elas têm medo de bichos imaginários, os adultos têm medo de gente grande.
Este não era o meu primeiro emprego, já havia trabalhado em shopping. Uma vida pesada, sem hora, com movimento inconstante e, provavelmente, mais desaforos. No entanto, era uma garota mais nova, no seu primeiro emprego, cheia de gás para ganhar seus primeiros algarismos na conta do banco. O que me fez agüentar muita coisa, o que me fez conservar amizades maravilhosas que carrego até hoje e, principalmente, o que me fez ser mais madura do que muitas colegas de estudo. Paro para pensar nesse período e não compreendo o que muda em nós com os anos que não nos deixa mais agir com tanta fome de viver e aprender, mesmo que seja encostada num balcão. É só a gente crescer um pouco, sentar numa cadeira reclinável e olhar todo dia para a mesma tela cheia de planilhas para achar a vida um saco de tão sofrida… Mas continuar nela.
Não serei hipócrita ao dizer que não chorei muito por causa de muita cliente arrogante, que não contei as horas (e o dinheiro da poupança) para me ver livre da loja e ser feliz fora dali. Acontece que, nesses últimos meses, parei para pensar em qual seria a maneira certa de enxergar a vida. Foi preciso um stress no trabalho para a boba aqui perceber que ser madura não é agüentar qualquer paulada só pensando nas contas a pagar. Ser maduro é, acima de tudo, saber a hora de parar de viver na zona de conforto. É arriscar, independente da idade, independente da fase. Seja um formado, acadêmico ou aposentado. Ser maduro, antes de tudo e qualquer coisa ou pessoa no mundo, é saber sorrir pra sempre.

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fevereiro 28, 2011 at 8:05 pm 5 comentários

Ando aprendendo a procurar flores em tempestades,
em buscar nelas um porto seguro para tranqüilizar minha alma.
Se há chances de encontrar cor em dias escuros,
há chances de paz em dias de guerra dentro do peito.

fevereiro 20, 2011 at 3:24 pm 1 comentário

Narrativa

“Nossa identidade é uma narrativa, uma história que, ao mesmo tempo em que a contamos para nós mesmos, a encenamos para os outros. Aliás, não há identidade sem narrativa. Não há humanidade, civilização, cultura, nação, comunidade, tribo, sem narradores. Como Sherazade, contamos histórias para não morrer.”

fevereiro 12, 2011 at 4:12 pm 1 comentário


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