Archive for outubro, 2010

Conversa às três e meia da madrugada

“às três e meia da madrugada
a porta se abre
e há passos na entrada
que trazem um corpo,
e uma batida
e você repousa a cerveja
e vai ver quem é. (…)”

_________________Charles Bukowski

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outubro 27, 2010 at 10:37 am 6 comentários

Oh the unspeakable things!

outubro 25, 2010 at 10:08 pm Deixe um comentário

Música para esquecer de si. Música para esquecer de ti.

Eu vim falar de uma coisa que eu sempre falo. Vim repetir e bater mais uma vez na tecla do amor, pra ver se um dia ele se joga no google, para aqui nessa página e vê o quanto eu to precisando dele. Desculpa falar assim correndo, mas essa música que eu to ouvindo me dá uma baita coragem no peito e ela já vai acabar. Então deixa eu contar aqui que o meu coração tá mais surrado que vilão de novela. Tudo porque nessa vida a gente dá 1000 tiros pra acertar um. Aí esse um não acerta você e pronto! Ta feito o desencontro de amor. Esses dias saí com as amigas pra beber muito. Pra vestir aquela roupa apertada que dá até vergonha própria de passar pelo corredor torcendo pra não esbarrar em nenhum vizinho. O saldo do dia seguinte é sempre o mesmo: nada. Zero. Vazio completo no peito que de brinde te dá uma dor de cabeça. Implorando por um hidrotônico, sentei na varanda e medi meus erros. Medi homens. Medi todos aqueles que passaram aqui por baixo e nem me fizeram café preto no dia seguinte. No final das contas, o vazio do dia seguinte será sempre o vazio do dia seguinte. Seja depois de uma noite travestida de tubinho preto ou travestida de homem. Amargurei. Perguntei pra abelha que pousou na beira da janela se o amor existia pra ela. “Que nada! Vai por mim, o jeito é fazer o filho e ficar sozinha!”. Sábia abelha. Burra Sofia. Burra porque bate a cara num muro musculoso e não aprende que procurar amor é fazer ele se esconder em baixo da toalha da mesa. Flertar o cara do metrô é só brincar de enganar a vida. O amor tá enfiado em um homem perdido no mundo que você só vai achar quando estiver preocupada demais em descascar o esmalte da unha do que olhar pra cadeira do lado naquela peça chata. Ou então, só vai achar quando estiver rindo da felicidade besta que é ter o nariz levemente borbulhando porque tomou champagne em Copacabana na virada do ano. Amor é isso, é desencontro de felicidade individual. Eu aqui, ocupada demais olhando pra dentro de mim. Você aí, ocupado demais olhando pra dentro de si. Uma hora a gente se esbarra. Agora eu tenho que ir, porque essa outra música que ta tocando agora, puxa, me dá uma baita vontade de dançar!

outubro 18, 2010 at 1:44 am 10 comentários

Isabella

Isabella menina senta no sofá e esquenta os pés pequenos enfiando-os entre as minhas coxas. Puxo o cobertor de girafas coloridas e ligo o filme. De repente reparo que ali, naquele sofá, do meu lado, cheirando a shampoo de chiclete, está o tal do amor de mãe. É, ta concentrado nela, não em mim. Somem, em momentos como esse, a minha tristeza de ser só uma, de ser mãe solteira e falhar naquilo que me era tão indispensável antes: um homem. Isabella sorri quando digo que vou trocá-la por um novo namorado e exclama “Duvido!”.
Eu também filha, eu também duvido.

outubro 18, 2010 at 12:57 am Deixe um comentário

Just married

E esses seus peitos de plástico? Vai levar? Virgínia sai da sala e chega ao quarto batendo o salto alto no assoalho. Olha para o marido que está segurando seu sutiã de silicone e fica sem graça. Isso não é plástico! É extremamente útil para aqueles meus 2 vestidos de festa, portanto pode pôr na mala. Felipe encara-os com cara feia, mas arruma espaço para a estrutura gelatinosa no bolso da frente da mala.
Os saltos de Virgínia não param pelo apartamento, compõem um barulho repetitivo e sem ritmo. Felipe gosta de vê-la empolgada para sair da rua apertada e cheia de carros que é a Voluntários. Agora ela havia conquistado um novo cargo na sua vida, de dentista passou a ser esposa. Assim, promovida à companheira eterna, nada mais justo que sair do buraco que se enfiou há 7 anos atrás. Será que não vou incomodar? Gi, nós casamos, esqueceu? Ai, eu sei – ela aparece na porta do quarto segurando algumas toalhas – mas tenho tanto medo de você enjoar de mim. Não vou. Promete? Prometo!

Jurados. Estão jurados através do pacto assinado com palavras babadas de amor.

outubro 18, 2010 at 12:30 am Deixe um comentário

um regurgitar regurgitante de imagens

“Hoje, numa aula, a prof. falava sobre a profusão de imagens no mundo contemporâneo, que de tão excessiva, paradoxalmente, nos cegava. Concordo perfeitamente; já concordava, aliás, antes de ouvir a prof. dizê-lo. É por isto que não gosto nada de tumblrs. Sigo apenas três tumblrs, sendo que dois não contam e o outro é de alguém conhecido. O tumblr, geralmente, é um regurgitar regurgitante de imagens. Ora as imagens, quando vistas à velocidade da regurgitação, não têm dimensão alguma. Um tipo no tumblr mete dez imagens por dia no seu blogue. dez imagens por dia, mais as imagens todas que tivemos que processar, dá muitas imagens por dia, demasiadas imagens por dia. Daí que esses tumblrs e blogues de imagens, geralmente, me aborreçam. São simplesmente blogues de imagens bonitas, e eu gosto da beleza, na verdade sou um esteta filho da mãe, mas a beleza não me chega, e muita beleza intoxica. E há que educar a capacidade de apreciar a beleza; é preciso um método, e não um sentir tudo de todas as maneiras. Isso só funciona nos poemas do Campos, e funciona porque é uma racionalização, e não o sentir tudo de todas as maneiras propriamente dito, porque se o fosse também não funcionaria. (…)”

________________________________________

Obrigada agarraqueebrecht, falou tudo!

outubro 17, 2010 at 3:54 pm Deixe um comentário

“You always hurt the one you love
The one you shouldn’t hurt at all
You always take the sweetest rose
And crush it till the petals fall
You always break the kindest heart
With a hasty word you can’t recall
So If I broke your heart last night
It’s because I love you most of all.”

______________ written by Allan Roberts and Doris Fisher

Sempre sonhei em ter essa música pra mim.
Como se música pudesse pegar, agarrar, fazer amor.
De alguma forma ela conseguiu.

outubro 16, 2010 at 5:33 pm Deixe um comentário

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