Archive for julho, 2010

Mulherzisse

Essa semana eu quis o luxo de ser mulherzinha. Sabe? Daquelas beeem mulherzinhas mesmo? Que pedem salada no au-au e que não entendem quando a gente faz trocadilho com a salsicha? Essas mesmas. Quis o luxo de ser assim, de trocar de esmalte toda semana e acompanhar a nova novela das 19h. Até me esforcei para não colaborar com as piadinhas sacanas do trabalho e me senti uma garotinha assustada na balada gay de sábado. Mas eu não gosto dessas meninas. Não gosto das suas calcinhas de algodão e dos seus sutiãs de florzinha. Não tenho a mínima paciência pra marcar jantar com amigas e sou louca pra tomar uma cerveja com o meu porteiro. Mas caramba, que inveja eu tenho das mulherzinhas! Que inveja eu tenho das saias, do equilíbrio sobre o salto e dos namoros fáceis. Mulherzinhas, eu mordo uma raiva sem-igual de vocês, que deve provir de alguma desilusão amorosa em vida passada. Eu aqui, me esforçando pra tomar chá sem açúcar, pra não pedir o dobro de queijo no Subway e pra fazer a minha sogra gostar de mim… E vocês mulherzinhas? Vocês conseguem sentar no ônibus de perna cruzada! Humilhando todas as mulheres em volta. Me diz, o que vocês fazem quando bebem um pouco mais e dá uma vontade danada de ir pra cama com alguém? Vocês são bonitas assim no frio também? Como ficam as minhas roupas velhas que uso pra dormir? Não jogá-las fora quer dizer que não sou digna das mulherzisses? Saí pra lá então! Declaro o fim da minha semana de mulherzinha! Tira esse pijama rosa-claro de mim! Não digo nem aqui nem na China que a Patrícia Poeta é diva do jornalismo e, pra mim, o Tom Cruise tem pinto pequeno! Ouviu? Pin-to! Porque quando eu digo que você pede salada por não gostar de salsicha, mulherzinha, eu quero dizer pinto! Entendeu agora?

julho 22, 2010 at 3:16 am 7 comentários

Cadê o rock do meu samba?

Pearl Jam, Dave Matthews, Björk, Cazuza, Queens of the Stone Age, Secos & Molhados, Incubus e Pantera. Mas eu achei ali, bem no cantinho do carro dele, um CD do Tim Maia quase tímido no meio de tantas guitarras, baterias e performances. O cara rock’n roll que conheci num samba, tinha tudo pra ser só um cara, mas era exatamente por causa do contraste da trilha sonora carioca com aquela jaqueta jeans pesada, que eu resolvi dar uma chance aos meus conceitos. Dali do samba, ele me levou pro rock. Eu gostei, até fingi saber algumas músicas e me rendi à cerveja. No entanto, aquele cabelo bagunçado e a barba mal feita perderam seu brilho com o tempo. Segui minha vida na segunda-feira como faço sempre, e não mais o vi. O samba-rock dos meus sábados tinha perdido metade. Perdeu seu rock. Hoje, dia das guitarras elétricas e dos vocalistas frenéticos, eu achei um Los Hermanos no meio das coisas dele. Senti saudades do meu oposto, senti saudades de procurar algo meu perdido no mundo dele. De noite, preferindo ouvir um Caetano a sair, me flagrei torcendo para as botas militares reencontrarem a minha flor no cabelo.

julho 14, 2010 at 3:37 am Deixe um comentário


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