Archive for abril, 2010

Arrependimento, o retorno.

Então fica subentendido que vai ser assim. Alguns reais para dizer que foi tudo muito bom, tudo muito legal, mas acabou. E aquela bebida laranja que você me deu, e aquela outra bebida que você derrubou em mim e tudo que aconteceu antes e depois, no intervalo entre o “não sei” e o “agora sou eu que quero”, são coisas que a gente engole junto com as outras coisas que são feitas para não pensar. Eu pensava demais, agora penso de menos. Ou faço tudo errado, ou nessa vida não se deve levar nada muito a sério. Mas como diz Drummond “de tudo fica um pouco”. E ficou. Ficou aquele seu nariz na minha coluna, o caminho das minhas unhas nas suas costas e o beijo aqui, atrás da minha orelha, que me deu o maior arrepio do mundo. E o cigarro, a ligação, o encontro, a mulher, o carinha, são formiguinhas perto daquele assobio que você deu pra me deixar envergonhada na rua. Só porque antes de ir embora da minha vida naquele dia, você parou um pouco pra me ver do outro lado da rua. Mesmo que fosse para me deixar vermelha, para brincar, para me ver procurando o dono do assobio torcendo para não ser nenhum caminhoneiro. E aqueles apelidos que eu dou para todos os corpos que aqui passam, o seu é o mais cheio de significado. Mas ninguém sabe, nem você, qual é o peso disso tudo. E desse tudo, repito: fica um pouco.

abril 25, 2010 at 2:59 am 2 comentários

Para viver

Recebo e-mails do Wall Mart. Arrumei um emprego. Larguei os bets da baladinha pop. Voltei ao velho e bom point gay que toca música boa. Fui pra praia. Encarei a prancha novamente e fiz as pazes com o mar. Escolhi o ponto final para dar de presente ao ex. Fiz uma nova lista e prometi cumprir todos os itens. Furar a orelha está incluso. Liguei para aquele carinha e senti um baita arrependimento daquela noite. Não, não fiz nada. Ou quase nada. Me arrependi de não ter feito tudo. Jurei nunca mais beber sex on the beach. Bebi. Deixei o “foda-se” no automático. Desliguei o comando “moderação”. Ante de sair para viver apaguei a luz e bati a porta.

abril 20, 2010 at 3:45 am 2 comentários

Depois daquele dia

Que eu me lembre, tudo começou entre a tequila e a vodka com canela. Depois vieram as cordas sonoras, a mão na perna embaixo da mesa e a sua sinceridade ao dizer “vim aqui porque você estava tão sozinha”. Estava. Estou. Sou? Sei lá! Decidi gostar de você no “bom dia” do dia seguinte. Achei tão rouco e bonito que resolvi ouvir ele todo dia. Foi então que você foi dormir e me deixou com outros violões. Fui pra cama me achando louca e carente. Sonhei com teus pés, tuas pernas e a cicatriz da tua mão. Achei bonito ver seus calos de vida. Olhei pra minha pele lisinha e me senti pouco vivida. Senti raiva porque, quando te vi com a loirinha, só lembrei dos teus calos. E desejei-os como nunca. Queria um homem assim, que tivesse sofrido. Para então fazer de mim princesa indefesa e dona de seus calos.

abril 20, 2010 at 3:28 am 1 comentário

Eu só queria que você estivesse (aqui)
e me dissesse (agora)
que me teria quantas vezes eu quisesse (e quero).

abril 2, 2010 at 3:48 pm Deixe um comentário


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