Archive for fevereiro, 2010

Tropeço

Quando eu tinha 8 anos eu tropecei em alguns números e percebi que isso duraria pra sempre. Quando eu tinha 10 anos eu tropecei num menino e descobri o melhor amigo do mundo. Quando eu tinha 13 anos eu tropecei num primeiro beijo e torci para conseguir algo melhor do que aquele baixinho de boca molhada. Quando eu tinha 15 anos eu tropecei num vestido e disconfiei de que a vida devia ser muito mais do que uma festa com rendas e príncipes. Quando eu tinha 17 anos eu tropecei num sonho, mas aprendi a transformar frustração em oportunidade. Quando eu fiz 18 anos eu me apaixonei de verdade… mas demorei para perceber que este era um dos maiores tropeços da vida!

fevereiro 28, 2010 at 4:05 am 2 comentários

Quando ELES é que sofrem

Vocês mulheres podem ser mais delicadas, mais preocupadas, mais apaixonadas, mas não tem jeito! Sempre partem o coração quando terminam tudo. Ainda não decidi se a voz mansa, o sorriso levemente consolador e as justificativas convincentes são os melhores antídotos para a dor do nosso sofrimento masculino. Parece que nos fazem às desejar ainda mais. Preferia que a garota dos meus sonhos (atuais) não tivesse as bochechas tão rosadas, a preocupação maternal e a inteção de fazer tudo, ou terminar tudo, tão politicamente correto. Não dá para elevar o nível de testosterona nessas horas e terminar como um bom homem termina? Pá! Pum! Fim de papo! Não quero arrumar aqui uma desculpa para o nosso jeito grosseiro, pois definitivamente não pensamos tanto quanto vocês na hora de finalizar um relacionamento. Mas é que ontem, garota, você me fez pensar que o mundo anda invertido. Que nós deveríamos ser os cavalheiros, posto que o sexo feminino é mais sensível. E vocês, por outro lado, deveriam ser mais curtas e grossas, para que o sexo masculino não corra o risco de se apaixonar ainda mais. Certo? Errado? Sei lá! Talvez exista algum homem no mundo capaz de compartilhar os mesmos sentimentos que os meus. Sentimentos que clamam por cabelos cumpridos, pernas finas e curvas indubitavelmente femininas que insistem em não nos querer.


Obs.: Sofia Ricci nas horas vagas gosta de imaginar o impossível, ou o homem ideal, como quiserem chamar!

fevereiro 26, 2010 at 4:31 am 1 comentário

O cara certo

A gente fica a vida inteira imaginando o homem ideal, para um maldito dia de chuva chegar e te deixar presa na casa de uma amiga com um monte de gente desconhecida. Aí, nesse monte de gente desconhecida, tem um carinha estúpido que não pára de te olhar. Ele é tão tão tão estúpido que te faz o rosto corar e o copo esvaziar. Por algum motivo inexplicável o carinha vem falar com você e bem nessa hora a sua bexiga parece que vai explodir de tanta cerveja. Mas por algum motivo mais inexplicável ainda você consegue se segurar, mesmo rindo sem parar das piadas bobas que ele faz. É, talvez não fossem tão bobas assim. Vá! Ele está te agradando e você não quer admitir. Como também não quer admitir que gostou do alargador e do cabelo enrolado que ele tem. Mas não! Não era assim que eu imaginava! Eu imaginava terno, gravata, imaginava vinho! E já tem uma camiseta de malha e cueca Calvin Klein me convencendo a ir pra cama essa noite? Bem, só porque está chovendo e eu não arranjei nenhum outro programa, ta? Só porque eu cansei de ficar sozinha naquele sofá pensando o que mais eu poderia fazer além de ficar sozinha naquele sofá. Pronto! No dia seguinte a mesa está arrumada, os relatórios feitos, a chefa satisfeita te mandando ir para casa e o infeliz do celular não para de te olhar lembrando de que não, ele não ligou! Aí o dia seguinte vira mais um dia seguinte. E a sua solidão quase sobe ao podium de maior do mundo quando chega um pedido de desculpa via sms quase tão estúpido quanto quem o mandou. Mas ele nem era tão estúpido mesmo. Amanhã? Tá! Então tá! Tchau…ahn…beijo! E vieram vários amanhãs na minha cama, na dele, no meu sofá, na poltrona dele. Até o dia que eu olhei para o alargador, para o cabelo enrolado, para as piadas bobas, para a camiseta de malha e para a cueca Calvin Klein ao meu lado e tive certeza de uma coisa: A vida inteira eu imaginei o cara errado.

fevereiro 18, 2010 at 2:55 am Deixe um comentário

Doce solidão

A solidão com certeza é o maior problema da vida moderna. Já cansei de ouvir por ai que a minha vida de escritora e jornalista me traria sérios problemas no convívio social. Tenho que admitir, a escrita e a leitura excessiva me deixam cada vez mais introspectiva. Acontece que não é a minha profisssão, ou o pequeno apartamento que divido com o meu cachorro, que me faz ser sozinha. É o caos lá fora, o corre-corre do século 21. Não sou só eu que tenho medo da vida moderna. O trânsito, os prédios, a política, o desemprego, um ritmo de vida acelerado que adia casamentos, filhos e macarronadas aos domingos, assusta qualquer um! Dá medo de viver. A amiga que fiz hoje, amanhã pode ser transferida para outra cidade. O homem que escolhi para me casar, amanhã pode ser demitido. Filhos? Dores de barriga bem na hora daquela reunião importantíssima! Muito amiga do chefe? Sexo no trabalho! Como querem que sejamos sociais? É tudo assim, apressado, improvisado, convencendo a mim e a outras pessoas de que a vida moderna é para se viver sozinha.

fevereiro 12, 2010 at 1:07 pm Deixe um comentário

Mania de elogiar

Acho engraçado como eu sou. Hoje escrevi no blog do Felipe Andreoli um comentário aos 30 anos dele. Grandes merda! Ele nem sabe quem eu sou e nem eu sei quem ele é (de verdade). Mas me senti um bocado bem escrevendo algo para quem eu admiro. Embora o Marcelo Tas seja mais inteligente que o Andreoli, aquela careca com neurônios acima da média não me deixa muito à vontade, sabe? Se eu pudesse twittar para o baixista da banda que eu assisto aos domingos, não pensaria duas vezes. Essa mania que eu tenho de querer dizer “cara, você é foda” surge até para desconhecidos. No começo da semana enviei um email para uma menina que abriu um site para divulgação das notas de corte do enem. Achei um bocado legal da parte dela, já que aquele site tem um servidor de m*. Fui lá e escrevi elogiando. Agora me diz, porque? Quero dizer, que besta! Aposto que ela leu, riu e deletou. Aposto! Aí me sinto mal mesmo quando não consigo lembrar de algo recíproco. Coisas da vida!

….Ainda estou esperando a resposta do email que mandei para o Jude Low.

fevereiro 5, 2010 at 7:24 pm Deixe um comentário


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