Archive for maio, 2009

O Término

Eu ri, ele riu. E ficamos ali parados, rindo que nem bobos do peso que acabávamos de tirar das costas. A dura conversa depois de meses separados. A expectativa sendo ridicularizada com piadinhas sexuais. A notícia exibida em caixa alta na testa de cada um: ACABOU. É, era só o que precisávamos! Esclarecer que no peito de cada um já não existia mais amor, era passado. Logo despencaram-se ombros tensos, logo uma perna descruzou de cima da outra, logo não éramos só nós dois, mas sim, o mundo inteiro junto naquela sala. Aquilo sim era paz, era sossego, era a certeza de que ambos podiam se abraçar sem segundas intensões ou desculpas planejadas antecipadamente. Era uma Sofia sem fulano e um fulano sem Sofia. Com suas dores, com suas mágoas, com lembranças boas e histórias feitas. Histórias que agora tinham um fim. E como é bom ter um fim! Um fim comigo mesma, a tal da mulher sem amores como alguns falam por aí. Pobres deles, nem sabem quantos amores eu matei aqui dentro só para viver mais um.

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maio 22, 2009 at 12:07 am 2 comentários

Estupidamente ao seu lado

Era ótimo chegar correndo e te abraçar. Com você eu me sentia minúscula, magra e leve. Puta sensação boa essa de se sentir magra, viu? Porque você não volta e faz de novo o mundo inteiro parecer assim também? É que eu to cansada de desligar o telefone com a triste decepção de não ter sido com você que eu falei. Aqueles carinhas tolos são magrelos demais, são pequenos demais, são estilosos, bonitos, perfeitos e… tolos demais! Não são assim, bons de deitar no colo, de me levarem da sala para o quarto, de me cobrirem. E não, definitivamente não esquentam o frio que eu sinto na cama de noite. Não acordam com as minhas risadas noturnas de sonhos bons e leves que só tem quem ama um bocado de felicidade em outra pessoa. Eu amava sim, mas não amava você. Amava fazer outra pessoa sorrir para mim. E se não for egoísmo demais da minha parte, eu amava à mim. Puxa, como eu me amava ao seu lado. No duro mesmo, eu era demais! Eu combinava e encaixava tão bem em mim mesma que era lindo de ver. Acho que foi assim, foi por eu me amar demais ao seu lado que eu te sufoquei tanto. E você se sentiu menos você e mais eu. Acho que só assim, vendo o mundo tão estupitamente feio sem você, que eu entendi: Amar estupidamente alguém… é ser estúpido demais!

maio 19, 2009 at 2:01 am 2 comentários


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