Archive for setembro, 2008

Sem Você

“Talvez eu mate o que fui

Talvez imite o que sou

Talvez eu perca a cabeça

Talvez esqueça e cresça”

setembro 21, 2008 at 2:48 am 7 comentários

Domingo

Eu adoro quando eu chego na sua casa e já me jogo no sofá. Aí enquanto você prepara o almoço na copa, eu fico esparramada ali falando, falando, falando. E sabe o que mais? Você me ouve e ri quando eu falo que quero me casar logo para poder usar poulovers e salto alto todo dia, ter dois filhos meninos e ir ao supermercado sem comprar comida congelada. Você, rindo aquele riso lindo seu, me fala que eu não preciso de comida congelada porque eu posso ir na sua casa qualquer hora. Me fala que eu fico ótima de moletom e pareço uma pata andando de salto alto. É nessa hora que eu fico brava, mas fico só de mentirinha. Só para fazer você largar as batatas na copa e vir me dar um beijo pedindo desculpas. E são desculpas de mentirinha também, porque você sabe que eu não estou brava de verdade. Então você volta para a copa no maior estilo. O cozinheiro mais lindo que eu conheço! Mas eu não resisto e volto a tagarelar. Conto do estágio, conto da faculdade, pergunto por que você insiste em deixar a televisão ligada mesmo que esteja km de distância dela. Você responde na maior paciência e depois pergunta por que eu nunca termino de vez com um shampoo e deixo 3 embalagens diferentes no Box, por que eu quebro o biscoito na mão ao invés de morder e por que eu sempre mexo no brinco quando estou mentindo. Pronto! Eu fico me sentindo mais esquisita que você e sua televisão imbecil. Mas eu adoro. Eu adoro quando os dias de domingo são assim, eu adoro sentir o cheiro da sua casa. Eu adoro tanto que nenhum casamento com dois filhos, poulovers e supermercados me fariam tão feliz como eu sou com você.

setembro 14, 2008 at 7:37 pm 3 comentários

Desencontro

Ela acorda de manhã com o despertador tradicional. Ele, com o celular e ao som do The Clash. Ela prefere ir comer primeiro. Ele não come cedo assim, não gosta. Vai pro banho. Ela, iogurte de goiaba. Ele, shampoo anti-caspa. Ela liga o rádio, ele também. Ambos cantam “Over and over and over and over”. Ela veste uma pólo vermelha. Ele, uma camiseta listrada. Os dois se olham no espelho. Ela respira fundo e sai. Ele estala a língua e esquece de pegar a papelada na mesa, volta. Desencontro no elevador. Ela pega a bicicleta para ir a faculdade. Ele pega o carro para ir ao estágio. Hot Chip nos fones. Vazio nos corpos. Ela foi traída. Ele também. Ela chega às 20h mas ele só chega às 23h. Outro desencontro no elevador.

setembro 14, 2008 at 12:30 am Deixe um comentário

“Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.”

T.B.

setembro 2, 2008 at 12:16 am 1 comentário


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