Archive for janeiro, 2008

“É que eu já sei de cor
qual o quê dos quais
e poréns dos afins
pense bem
ou não pense assim!”

Paquetá – Los Hermanos

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janeiro 31, 2008 at 10:26 pm Deixe um comentário

A Bagagem

Certa vez jurei que: De amor, não iria mais chorar. Besteira! Não deu certo.
Então, aprendi que: De amor, se deve chorar, se descabelar, espernear, gritar, mas não se deve sofrer! Deu certo.
Aprendi a engolir problemas amorosos da forma mais criativa do mundo: Escrevendo. Foi então que comecei a escrever. Escrevia de verdade! Cuspia toda e qualquer sensação que sentia. Logo mais, aprendi a lidar com o sexo oposto. Aprendi a ter malícia de mulher com uma pitada de precaução de uma garota. Acostumei a escrever para esquecer. Estava feita a minha vida. Retratada em três cadernos universitários, duas agendas e alguns blocos de nota salvos no computador. Ao ler, relembro de cada frio na barriga, arrepios, medos e sonhos que alguém um dia viveu. Nem parece que fui eu. Ainda rio muito de como eu escrevia mal, de como minha letra era feia e meu coração mole igual gelatina. Quando a gente cresce, sempre olha pro passado como algo inferior. Passado não é ruim! Passado é lembrança! Existem coisas que gostamos de carregar conosco, outras não. Nem por isso são motivo para tal desgosto.
Em 2007, muita coisa aconteceu. Não me refiro ao amor, isso foi apenas uma deixa para o assunto. Me refiro a tudo! Pessoas, coisas, sentimentos, sensações, gostos, sons, falas e beijos. Eu fiz minha bagagem para 2008, levei alguns gostos, alguns beijos, algumas falas. Outra bagagem deixei lá mesmo! Naquilo que chamam de Passado, Ano Passado. Nem por causa disso deixam de ter a intensidade que tinham no Presente, ou o frio na barriga que causavam antes mesmo de acontecer, quando ainda estavam no Futuro.
Algumas pessoas mudam. Algumas coisas deixam de existir. Alguns sentimentos se ocultam, outros se exibem. Muitas sensações se alteram e muitos gostos ficam desgostosos.
Sobre sons, falas e beijos… Bem, estes permanecem os mesmos.
Só muda quem fala, quem ouve e quem beija.

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Há quem diga que o Sofisticada anda abandonado. Que calúnia! Depois de muitas idas e vindas, sosseguei nessa cidade fria, chuvosa e deserta. Daqui não saio! Daqui ninguém me tira! Carnaval será na BlockBuster, com todos os filmes que meu dinheiro puder pagar. Aceito acompanhantes, a entrada é um saco de pão de queijo congelado ou pipoca para microondas.

janeiro 29, 2008 at 12:21 am 1 comentário

Desconhecido

“Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um “quase”. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem calma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

janeiro 23, 2008 at 12:15 am 1 comentário

702 biquinis e 10 tubos de Colgate

Voltei. Voltei cansada, com meu relógio biológico bagunçado devido ao ataque de pasta de dente em quem dormisse. Voltei com 702 biquinis. Não resisti. O vermelho e o listrado eram tentadores! E o melhor de tudo: baratos!
Sofri com a baixa aprovação dos colegas no vestibular. Tremi. Será a minha vez. Tremi de novo. Resolvi ir dar um mergulho no mar. Conheci pessoas legais, dancei muito, me stressei, bebi, ri. Fomos ver o sol nascer, mergulhar de calcinha e sutiã no mar. Cantar alto na areia e fazer guerra de almofadas na madrugada. Acordar ouvindo Lets get loud no último volume e correr pra ir tomar sol. Como não podia faltar, chuva! 3 dias e 3 noites seguidos de chuva forte. Perdi no War, ganhei no Banco Imobiliário e ainda não entendi como se joga Truco. Encontrei alguém, alguém especial. Descansei. É tudo que qualquer pessoa merece. Descansar. Mesmo que para tal, seja preciso ter a cara borrada de pasta de dente.

janeiro 15, 2008 at 12:52 am 1 comentário

700 biquinis

Minhas malas estão prontas. Peguei filtro solar, toalha, havainas e os 700 biquinis. Levo comigo 2 amigas, uma cachorra ligada no 220v e bastante vontade de me divertir. Ah! Levo também um caderninho e uma caneta colorida (lugares diferentes sempre rendem bons textos).

Boa viagem pra quem vai e boas saudades pra quem fica.

janeiro 7, 2008 at 2:57 pm 4 comentários


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