Archive for dezembro, 2007

Final de ano tudo dá certo

In-crí-vel. Todos se amam, tudo valeu a pena e você vira a pessoa mais linda do Universo. Exagerei.
Mas esse não é mais um post revoltado, como os últimos. Eu gosto do final de ano, de amar todo mundo, de achar que todos os segundos de desespero valeram a pena e também a-do-ro me sentir a pessoa mais linda do Universo! Mesmo que seja só por um dia, ou dois, ou so na virada mesmo. Antes do porre de champanhe, logicamente.

Resolvi no último mês só fazer escolhas certas. Se não fosse os homens, que pra variar escolhi errado, daria certo! Mas para o último dia, escolhi me auto-exilar em Curitiba só para ficar com a família. Escolhi amigos certos para comemorar depois. Escolhi uma boa roupa, bons sapatos e uma boa modéstia. Escolhi ser eu mesma quando fui conhecer pessoas novas (me inspirei no Sr. Menon). Escolhi ser mais uma entre tantos que comemoram a virada de ano vestida de branco e com calcinha colorida (esse ano é verde).

Entre tantas escolhas boas em um dia só, quem dirá que os outros 364 não valeram a pena?

Um ótimo 2008 para todos! Que amem todos e que sejam amados.


dezembro 31, 2007 at 8:56 pm 1 comentário

Desmentindo S.R.

Sophia, do grego Sabedoria, em inglês Wisdom->Wise em potuguês: Sábio. E quer saber? Esqueçam essa introdução que não tem nada a ver com a Sofia Ritiarrrrdi Jórrrrge ( com os r’s arranhando, típica pronúncia carioca esnobe). Uma garota aparentemente anormal (e falo sério), sua aura e exuberância de tamanha elegância de imediata impressão já te deixam intimidados, como aquela intuição de “Esse cachorro morde”, pena que é só impressão mesmo… Ande com um copo de suco, algo suculento, apetitivo, em seguida chame a senhora “Sofisticada”, e só observe a elegância que será irradiada… Brincadeiras a parte, nunca vi uma garota, digamos assim, Lady (adjetivando alto, pois há quem diga que ela é a Monstra do pinóquio), com tamanha simpátia, pois como mencionei anteriormente, intimida com um simples olhar estrábico, sem luz (sem mencionar as verrugas e rugas)… Bom, mas se for pra ficar aqui retratando suas aparências, com absoluta certeza deveria mencionar que NÃO, ela não é cult, apesar de tentar causar essa impressão. Quem à conhece sabe de que estou falando, e se não sabe, bem… Tente se lembrar de algumas aulas com o professor Bara, onde era considerado ímpossivel passar uma aula sem escutar um “SOFIAAA, para de conversar e olha pra frente”, “SOFIAAA, tira o pé de cima da carteira”, “SOFIAAA, carteirinha!!!!!!!” *Bara explodindo de raiva* e vários outros “SOFIA”‘s a mais… Pois da arte de se tirar do sério ela entende bem (e eu é que sei)!

Mas bem, ainda não acabou… Apesar de ela ser assim, seu jeitinho mongo e primata (eii peguem leve, ela não pediu pra ser assim), devo adicionar que sua presença é sim bastante confortável (devido aos seus 120kilos, e só de bíceps!), te encanta com seu sorriso e risada gostosas, papos pra mais de metro, burrices, pseudo-surf histories, conselhos e chamegos… Enfim, aquela pessoa que incontestávelmente é a correta pra se levar a qualquer lugar (qualquer!) e passar algumas horas jogando conversa e risadas fora.

Putz, você leu néca-di-pitibiriba? Ao menos leia ao que ela se resume: Macaca.

Pois é, Sofia e seu jeitinho cativante… Me deu saudades só de escrever esse artiguinho… Que convenhamos, a verdade foi dita acima em poucas palavras.

haha, vamos rir de mim… eu ia começar o texto falando sobre sabedoria.

Elton Shoyu Menon [mentepresente] .

dezembro 30, 2007 at 5:56 pm 1 comentário

Come Pick Me Up

Para ler ouvindo: Come Pick Me Up – Ryan Adams 

Ele gosta de freqüentar aquele pequeno apartamento. Tinha o cheiro dela. A decoração improvisada possuía suas cores preferidas. Incrível como ela sempre escolhia o tom certo do verde. A TV sempre desligada, o cachorro dormindo em cima do sofá e o rádio ligado tocava a trilha sonora daquele amor doentio. A cozinha sempre suja com pacotes de comidas instantâneas espalhadas. O quarto bagunçado. Ah, como ele gostava daquele quarto bagunçado. Dos sutiãs pendurados nas maçanetas do armário, as maquiagens jogadas na escrivaninha e a cama com lençóis roxos. O cheiro era mais forte à medida que se aproximava daquela cama. Puxou o travesseiro, cheirou. Era do shampoo. Lembrou dos cabelos cumpridos dela jogados ali. Sempre macios, caiam levemente no seu ombro, ele perdia a cabeça lembrando dos fios. As noites nunca foram tão gostosas como quando deitava ali. Acordava sempre mais tarde e a via correndo para o trabalho, sempre atrasada. Arrumava-se como uma adolescente, ao terminar sempre ficava linda! E então, ele se apaixonava novamente. Sentia ciúmes, queria sempre sair junto, não via a hora de tirar sua roupa, saber que toda aquela produção era pra ele. Mas se continha. Perder aquela mulher era tudo o que ele menos queria. Como pôde? Como pôde ser tão imbecil?
Ouviu o barulho de chaves, provavelmente ela já estava na porta há alguns minutos. Sempre demorava em encontrar as chaves na bolsa. A porta abriu e o vento do inverno entrou. Ele sentiu. Sentiu um frio na barriga e seus olhos encheram de lágrimas. Luca, o cachorro, a recebeu primeiro. Ela largou a bolsa na sala e caminhou até a cozinha. Isso era comum, mas nunca demorou tanto como dessa vez. Os passos ameaçavam mais uma briga. Ela caminhou até o quarto e o encontrou. Chegou mais perto e observou ele segurando o travesseiro. Ele perdeu as palavras. O ensaio de frente para o espelho não adiantou nada. Desculpas agora não caberiam. Esticou a mão. Segurava algo.
– Esqueci de te entregar as chaves. – Disse com voz abafada.
Ela estava linda. Ah! Como estava linda! Os olhos brilhavam. O que ela fez? Passou lápis? Ela nunca passava. Sempre detestou. Mas agora ele a via pela primeira vez com os contornos pretos. Que sensação estranha não poder abraçá-la, beijá-la, sem nenhuma palavra. Jogar aquele casaco verde cinturado no chão, sentir sua pele macia seguindo os movimentos dele. Puxa, como ela era incrível! Luca estava sentado ao lado dela. Por alguns minutos desejou ser aquele labrador. Ela mantinha os lábios entreabertos, prontos para dizer algo. Mas não dizia nada. Sempre escolheu os momentos certos para falar. Era confusa, sempre confusa. Mantinha-o distante, ele sabia que era arriscado se apaixonar, mas não tinha como! Ela era diferente, fazia amor como ninguém. Ria como ninguém. Era irresponsável. Não assumia compromisso, era preciso tomar cuidado. Aqueles olhos verdes enganavam.
– Pode Ficar. – Ela disse. Ela finalmente disse tudo àquilo que ele sempre esperou ouvir. Olhou novamente para o travesseiro e soltou. Aquele amor era doentio!. Não poderia arriscar novamente. Era preciso respirar o perfume daquele apartamento pela última vez.
– Não. Acho melhor eu ir embora.
É. Ele teve coragem de abrir mão dela. Luca se retirou, desviando a atenção dos dois com o barulho da coleira. Os olhos do rapaz fotografavam cada ângulo do quarto. Todos os sons pareciam mais altos, ela mais bela e os cheiros mais fortes. Ele foi em direção à porta. Implorava silenciosamente em seus pensamentos por algum pedido de retorno. Mas não ouviu nada. Ela permanecia estática no quarto. Dessa vez, olhando para a cama. Pegou o travesseiro e também o cheirou lentamente. Luca agora estava na porta à espera de um carinho, como sempre. Tanto de quem entra, como de quem sai. O rapaz foi embora. Sabia que, ela ouviria do quarto o descer das escadas. O prédio era escuro e velho, no centro da cidade. Mas o apartamento dela possuía luz, cheiros, cores e um silêncio exaustante! A cada andar ele ia sentindo cada vez mais o frio rigoroso da estação. Ao sair do prédio, abaixou a cabeça e sentiu os olhos verdes dela o seguindo pela janela. Fora a última vez que a sentiu por perto.

dezembro 27, 2007 at 7:57 pm 1 comentário

Eleanor Rigby

Estou com síndrome de solteira em final de ano. Para ajudar, ainda me pego escutando Eleanor Rigby dos Beatles. Parece que deixei algo pra trás, deve ter sido o homem da minha vida, quem sabe. Mas nada me conforta mais do que saber que a praia há de vir. Com homens sarados e mulheres gostosas para eu me sentir mas invisível ainda! Obrigada Meu Deus, pelo menos nos olhos você acertou!

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

                                  – The Beatles

dezembro 25, 2007 at 3:27 pm Deixe um comentário

Final de ano. Ou seria, O Começo do Desespero??

De todas as coisas que me irritam no final do ano, a que mais faz meu sangue subir a cabeça, meu coração bater mais forte e minha cabeça voar à 15 mil Km por milésimo de segundo é a eterna falta do que fazer. Ou seria, a falta de vontade de fazer?

Tenho uns bons livros repousando na minha estante à espera de uma santa criatura que os leia. Mesmo assim, não tenho vontade alguma de descer os 14 degraus que dividem o sóton dos quartos. Ou seria, o computador dos livros?

Seja como for, espero que essa brincadeira de esperar até meia noite pra abrir os presentes acabe logo. Assim, vem logo o ano novo com vida nova e todos nossos sonhos serão verdade e o futuro já começ… Ok, parei. O que vem mesmo é um novo ano pra zerar a contagem de besteiras por minuto. Ou seria, homens por ano?

Quero logo a praia, as amigas, o esboço de um surf amador de minha autoria (autoria torta por sinal) e um bronzeado bonito de se exibir na cidade mais populada por europeus, branquelos, que existe no Brasil. Exagerei.

Fica aqui o relato de uma desesperada-de-fim-de-ano.

dezembro 23, 2007 at 3:17 pm 2 comentários

E você, o que me diz?

Lenine me diria agora:

“A vida não pára…”

Los Hermanos me diriam agora:

“…a estrada vai além do que se vê”

Meu arrependimento me diria agora:

“Bem Feito.”

dezembro 19, 2007 at 3:52 pm Deixe um comentário

Dois R’s em minha vida

Deve ter algum motivo para a letra “R” vir antes da “S” no alfabeto. Conheci muitas Renatas, Rodrigos, Robertas e Rodolfos. Mas existem dois R’s que mudaram meu 2007. Um eu já conhecia, o outro no mesmo instante que conheci virou meu mundo de ponta cabeça e trouxe a ele um brilho diferente. Um brilho cor de rosa de olhos castanhos e piercing no nariz. São esses dois R’s que me trouxeram o auge da alegria e o auge da raiva em menos de 5 meses. Não preciso de motivos para andar algumas quadras e encontrá-los. São pessoas de bem. Um duvidoso bem que as vezes julgo inalcansável à pessoas comuns como eu.

O primeiro R, é mais velho e experiente. Certas horas o admiro demais ao ponto de me decepcionar facilmente. É um R confuso, estressado, educado, agitado e outros “ado”. Tem um brilho musical e olhos puxados.
O segundo R, é mais novo e otimista. Compreensivo acima de tudo, risada gostosa de criança e gosta de uma boa conversa. Dono daquele brilho cor de rosa.

São dois R’s os quais não sei se já decepcionei, os quais não sei se já alegrei. São dois R’s que insisto em defender. Mesmo que para isso meta os pés pelas mãos e acabe apagando o brilho deles. O segundo R retorna seu brilho rapidamente, mas o primeiro… Esse primeiro me deixa no escuro sem dó nem piedade.
Me esforço para lembrar que não é pessoal e que esse R tem gênio dificil de bater com o meu. O segundo R me acalma, me dá esperanças para voltar lá e enfrentar aquele que me deixou no escuro.
São dois R’s que me completam.

E lá vem eles,
um depois do outro, seguidinho.
Por último venho eu,
um S meio apagadinho.

dezembro 18, 2007 at 4:48 pm 1 comentário

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