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maio 22, 2011 at 2:07 am 1 comentário

Sobre o Casamento Real: O Nosso

*Texto feito para o Jornal Folha da Mulher.

Casamos. Não viramos duquesas, não tivemos nossos vestidos comentados por todas as revistas do mundo e muito menos pudemos contar com a presença do Elton John e da gracinha do Beckham. Mas com certeza sentimos o mesmo frio na barriga (que mais parecia um buraco negro) que a noiva real britânica sentiu. Kate, nós sabemos que tudo isso, naqueles segundos, não era medo. Era amor!

Embora algumas pessoas achem o contrário, quando estamos casando temos as mesmas dúvidas de quando estávamos solteiros. “Eu não sei se esse cara é o homem da minha vida, eu não sei se vou morrer ao seu lado, se vou ter filhos, se vou amá-lo para sempre com a mesma intensidade do primeiro beijo…”

Essas e outras milhares de dúvidas passam como relâmpagos pelas nossas cabeças quando estamos no quarto, arrumadas, com o tal do vestido que sonhamos e com a certeza (ou nem sempre) de que há um homem, em um lugar, te esperando para trocarem desejos sinceros e viverem juntos. No entanto, todas nós vivemos um conto de fadas. E não importa se você está mais para gata borralheira do que bela adormecida. Também não importa se a bruxa malvada já te venceu algumas vezes, até porque (sejamos sinceras) às vezes a mãe dele encarna muito bem esse papel. A verdade é que história boa é história com começo e meio. O fim a gente nunca vai saber! O roteiro é simples e direto: você e ele.

Então chega aquela enxurrada de revistas falando sobre o casamento real e do quanto bonito o amor é. Realmente, o amor é lindo! É tão lindo que mesmo de moletom, descabelado, comendo yakissoba na caixinha do disk entrega, ele não consegue fazer a gente pensar em outra pessoa. É estar um com o outro que realmente importa. Seja embaixo de lençóis de seda egípcia ou naquele sofázinho de dois lugares que o seu cunhado te emprestou. Tudo porque tem dentro do nosso peito um alarme que toca toda vez que o cara passa e que fez o maior escândalo quando vocês estavam ali: casando.

E no meio de tudo isso você não quis nem saber se mordeu a maçã, foi enganada pela bruxa, se perdeu na floresta, dormiu cem anos…
Muito menos reparou que, minutos antes, estava pensando se realmente queria casar. E agora? Ainda está em dúvida?!

– A ilustração é da bem-humorada e cartunista Milla

maio 16, 2011 at 1:45 am 1 comentário

Na plateia

Era começo de 2000. Eu estava com outras 40 crianças cantando alguma música sobre chuva em uma apresentação de coral em Ponta Grossa. Eu não sei bem onde ela estava, porque a plateia estava lotada de pais enlouquecidos, mas eu a vi no final, bem pertinho da porta por onde a gente saiu.

Era começo de 2005. Eu estava em cima do palco do Teatro Lala Schneider, com um vestido branco e orelhas cumpridas na cabeça, interpretando uma criança que interpretava um coelho numa peça infantil. Ela estava no canto esquerdo da plateia.

Era começo de 2006. Eu estava cumprindo meu papel de oradora da turma, com as mãos suando e a voz um pouco presa entre os pulmões e as cordas vocais. Ela estava no meio, um pouco para a direita da plateia.

Era final de 2008. Eu estava sentada com vários alunos, ansiosa esperando o resultado de um concurso de cases. Dessa vez eu não subi ao palco, mas me inclinei um pouquinho na cadeira e logo vi que ela estava só algumas fileiras distantes de mim na plateia.

Eu não virei cantora, não virei atriz e nunca mais aceito o cargo de oradora. O que, de fato, não contribuiu muito para ela retornar às plateias, mas nunca a impediu de presenciar meus dramas novelescos, minhas cantorias no chuveiro e minhas tentativas de discurso pós-parabéns. Isso me faz duvidar se ela seria minha maior fã, mas com certeza minha mãe foi e sempre será minha maior plateia.

Uma vez eu li uma frase que dizia sobre a gente não planejar a nossa vida, mas planejar muito bem planejado a vida dos nossos filhos. Bem, minha mãe não planejou que eu seria jornalista metida à escritora, mas planejou que eu seria feliz. Demorei muito tempo para entender que minha mãe não estava em todas aquelas plateias para me prestigiar como atriz, cantora, oradora… Ela estava ali para conferir se eu estava sendo feliz. E por mais que eu tenha escolhido descer a minha felicidade de cima de qualquer elevação próxima a um palco, ela permanecerá na minha plateia. Na plateia da minha vida.

Mãe, obrigada por me assistir quando nasci, cresci, chorei por mamadeiras, garotos e vestibulares, ri de caretas e amigas, dancei balé, joguei handebol, fingi que sei surfar. Mas principalmente obrigada por ter planejado tão bem o script da minha vida, porque hoje eu sou feliz pra caramba!

maio 8, 2011 at 5:09 pm 8 comentários

Hoje é dia

Me dá teu caderno que hoje é dia de trocar frases em papeis amarelados. Quero escrever com caneta grossa, assinar ferozmente no canto direito de ti. Com muito amor, com muita dor. Me dá tua caneta que eu vou usar como te uso, te pressionar como te pressionaria entre tuas próprias coxas. Marca esse texto que te deseja, cospe na página que te apedreja. Gruda na janela e veja através da folha amassada um coração enrugado, velho, fraco.
Me dá teu caderno que hoje é dia de trocar nossas capas.

– O desenho é da artista Cath Riley

abril 26, 2011 at 8:22 pm 3 comentários

Liniers

Estou apaixonada pelas tirinhas do argentino Liniers. Conheci ano passado, mas a cada dia elas me encantam mais! O quadrinista criou personagens que vivenciam a simplicidade do cotidiano com ingenuidade e humor. Quem mais me chamou a atenção foi a garota Enriqueta e seu gato Fellini com suas sábias conclusões sobre a felicidade, coisa que falta muito em nós hoje em dia.

Ah! O site dele também toca uma música ótima!

abril 25, 2011 at 8:50 pm 2 comentários

Vê, que coisa é a vida

Vê, que coisa é a vida. Horas estamos tristes porque nossos futuros estão nas mãos de ninguém mais, ninguém menos, que nós mesmos. No meu caso, um grande susto e perigo. Outras horas estamos ensurdecedoramente felizes porque tudo leva a crer que o destino está a nosso favor. Sejamos mais céticos, individuais e realistas: estamos satisfeitos até o ponto que queremos estar. Ser feliz ou ser triste é um estado muito além de forças externas, é quase um estado de espírito consideravelmente controlável por nós. Diz, como você quer se sentir hoje?

(conclusão e trecho de uma conversa noturna e quase etílica desse feriado)

abril 24, 2011 at 6:34 pm 1 comentário

Roda Gigante

Vale ou não vale parar, esperar, terminar ou pausar para o tempo pensar? Bebo mais um copo e decido superar a sua falta. Hoje estou com os poucos amigos que me restam. Eles me fazem rir, baby, de uma forma que você nunca conseguiu. É tarde e agora eu percebo o quanto de mim faltava em você. Somos diferentes e eu nunca trocaria essa cerveja e esse punk que toca no fundo do bar, por todas as suas escolhas previamente calculadas no que o mundo pensaria de você. A vida é isso, amor, uma roda gigante de jeitos e comportamentos. A única coisa que nos aconteceu foi um esbarrão na fila para embarcar.

abril 21, 2011 at 2:47 pm 1 comentário

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