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Para o que vale a pena, nada é muito tarde, não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo.

- O Curioso Caso de Benjamin Button.

4 comments Julho 19, 2009

Ás de copas

Eu conheci você numa dessas lanchonetes-barzinho que agora tem de monte por aí! Você tinha uma namorada (que me assombra até hoje) e eu era a garotinha de 14 anos mais precoce que você já tinha visto (ao menos eu imagino assim, posto que meu decote era maior que o da garçonete). Eu não sei porque lembrei disso hoje assistindo televisão. Só que de repente me veio a cabeça a tal da pergunta: “Por quê?”. Por que a gente não deu certo? Por que você e eu nunca ficamos mais de 1 mês juntos? Por que mesmo com tudo isso, mesmo se encontrando de semestre em semestre, ficando junto 1 semana e depois simplesmente evaporando um para o outro, a gente sempre volta?! E faz tudo acontecer de novo, e faz o coração bater de novo, e por alguns instantes até pensa: “Quem sabe dessa vez?!”. Não, nunca tem essa vez. Mas nao importa, porque sempre haverá algo que me lembre você e sempre haverá algo que te lembre de mim. Pode ser um lugar, um livro, um filme, um almoço. Pode ser tudo! Pode todo mundo me lembrar que você existe, que mesmo assim nós jamais estaremos juntos de verdade. E eu não sei porque não fico brava de verdade, nao sei porque você não fica magoado de verdade. Eu realmente nao sei e nem quero saber. Talvez a gente não admita um fim, talvez nenhum dos dois tenha coragem de admitir um fim. Talvez, como você mesmo me disse em um email, a nossa relação seja mais desencontros do que encontros… Mas existe!

1 comment Junho 17, 2009

A primeira vez que entendi

A primeira vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na infância
cortei o rabo de uma lagartixa
e ela continuou se mexendo.

De lá pra cá
fui percebendo que as coisas permanecem
vivas e tortas
que o amor não acaba assim
que é difícil extirpar o mal pela raiz.

A segunda vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na adolescência me arrancaram
do lado esquerdo três certezas
e eu tive que seguir em frente.

De lá pra cá
aprendi a achar no escuro o rumo
e sou capaz de decifrar mensagens
seja nas nuvens
ou no grafite de qualquer muro.

Affonso Romano de Sant’Anna

Add comment Fevereiro 15, 2009

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