Vida em Fita
Julho 23, 2008
É amarela, brilhante, leve, fina, flutuante. A ginasta sacode, vira, gira. Movimentos bruscos que eu só consigo ver em câmera lenta. Imagino ali, naquela fita, minha vida escrita com letras miúdas. Sinto minha barriga gelar, sinto o vento que bate na fita, no rosto, bochechas. Abro a boca. Que bobeira! Vida em fita não se sente. Sobe, desce, gira, cai no chão, a ginasta pega. É alguém. Continuo ali e penso qual parte da minha vida está escrita na ponta da fita: Meu início ou meu fim? No fundo a trilha sonora acelera aos poucos e a minha fita, minha vida, história em seda, acompanha. A música termina com um estampido. Seria meu auge? Meu apogeu de alma? A fita acaba ao chão, guardada horas depois em um baú de madeira, com bolas, argolas, bambolês e outras fitas, outras vidas, formas coloridas que juntas buscam sintonia.
Todo espetáculo tem seu fim.
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1.
Jessica | Julho 24, 2008 at 11:36 am
Mas ele não é médico, nem fisioterapeuta.
Eu não sei o que é exatamente. Muito menos por quanto tempo vai ainda falar comigo.
;*
2.
Rafael | Agosto 1, 2008 at 2:42 am
Vida em fita… hummmm… gosto da vida em bambolê, que gira, gira, gira, por todos os lugares, gira pro alto, e é circular…
O círculo! A forma do infinito!
Bjo
Já sei, já sei… eu viajei!