Archive for Julho 7th, 2008
Garota feita de novidade
A sofia está esquisita né? Parou de tomar o remédio homeopático, está estudando, não é aquela a baladeira e nem mesmo sabe mais como se pede morangos na dose de vodka. A Sofia agora não tem tempo para muita coisa, gosta de café tradicional e até arrisca uma Fanta laranja. Ela não liga mais para aquele carinha, ela passa reto pela foto do quarto, como era mesmo o celular dele? E o que é esse negócio de Jornalismo com cinema? O que é isso que você está fazendo? Cortando as unhas? Desde quando você têm preguiça de fazê-las? Ai, o que aconteceu com a Sofia que agora escreve mais suave? Aliás, depois de tanto abandonar isso aqui, o que deu na Sofia para voltar? Existe biotônico para escrever mais? Agora ela muda a foto do Orkut, ela sai de comunidades, entra em outras, agora ela tira foto, quer aprender a andar de skate e parou de encardir meias. Agora a sofia mudou de apelido, mudou de manias, mudou de playlist no blog. A sofia diz até bom dia para os cachorros, amarra o tênis e leva casaco quando a mãe manda. Sorri quando recebe mensagem, sorri quando manda. Ai o que é isso que tem dentro dela? Passa? Ganha? Encaixa? Espeta? Machuca? Dá pra mim garota, eu preciso de um pouco de tudo isso que você insiste em me trazer de novidade.
1 comment Julho 7, 2008
O que se guarda no peito
E então eu entrei no carro, eu sai. Escutei e depois falei, falei, falei. Eu tive vontade de jogar a cestinha do supermercado no chão e sair correndo. Eu fiquei, inerte, quieta… eu fiquei. Então desci, entrei, depois sai e deitei. Agora, ao invés de você, o mundo inteiro dormiu comigo. Ai! Como o mundo inteiro pesa. Ele vai quebrando em pedaços e entrando na minha cabeça. Cada pedaço bate, entra e fica. A cama está gelada, meu terceiro furo da orelha dói, você não está aqui nem para esquentar e nem para curar. Eu estou sentindo a cabeça latejar, eu estou pensando um monte de coisa idiota, eu estou com dó de mim mesma e vontade de fingir que nada aconteceu. É nessa hora que eu viro aquela sofia insensível e complicada. É nessa hora que eu canso de puxar ar, de soluçar e secar os olhos com a manga do moletom. Eu bagunço o cabelo, eu respiro fundo e eu durmo sem notar.
O celular toca, o celular me acorda, o celular é uma mensagem, a mensagem é você. Com 20 palavras você fez aquele mundo inteiro sair de mim, da minha cama, do meu quarto, descer as escadas e subir a rua. Então eu sorri e você dormiu comigo aquela noite. Você me aqueceu, me curou e com as suas mãos grandes me abraçou com aquele jeito que eu adoro. Der repente eu era mínima, coberta com seus braços era inatingível. Estava protegida aquela coisinha pequena que se guarda no peito, recheada de sensações e que eu insistia em chamar de Amor.
Add comment Julho 7, 2008