Archive for Junho, 2008

Todo o tempo que durou

Tanto faz se o seu coração já não bate tão mais forte, pois o meu também desacelera. Tanto faz se agora você não sente mais o mesmo que no começo de toda essa história, pois eu também me confundo algumas vezes. Sabe… tanto faz mesmo! Aposto que quando a minha mão encontra a sua, ela se lembra de todas as outras vezes. Aposto que ela sente falta de ficar no bolso junto a sua em dias frios. Eu sei, que tudo passou, que o tempo demorou, que não durou. Também sei que cada beijo foi corrido, escondido, iludido. Mas hoje você falou que vai melhorar. E como faz para melhorar passado? Como faz para melhorar aquele dia na cervejaria ou no calçadão da praia? Como faz para EU melhorar o dia que mandei você abrir a porta rápido ou quando chamei você de idiota? Como faz pra curar mensagens de “te odeio” e pesar mensagens de “te amo”? Fomos iguais, estamos quites. E agora? Se dou um passo a frente, você dá dois para trás. Se você progride, avança, eu recuo, defendo. Aqueles dois corações que se gostam e desgostam com tanta facilidade. Aqueles dois corações que relembram, relembram… e só disso vivem. Eu ainda vou me sentir bem ao seu lado. Eu ainda quero juntar a minha mão a sua. Como era mesmo aquela frase? “Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.” (T.Bernardi)

3 comments Junho 29, 2008

No inverno tudo é chato… e gelado.

Além das 2h a mais de preguiça na cama, são mais 2h no banho quente. No inverno eu tenho preguiça de ir ao banheiro só porque a água da pia não esquenta tão rápido quanto a do box. O aquecedor insiste em gastar mais energia do que posso pagar e calça jeans gela a coxa. Eu não gosto de sopa, de muito casaco e de assoar o nariz. Para sair a noite é preciso pensar duas vezes se vai ou fica, sem dizer as outras 3h pensando onde você vai enfiar o maldito casaco depois de entrar no maldito bar, que vai estar um forno! O inverno é feio e todo mundo é mais gordo, mais branco, mais chato, mal humorado, preguiçoso. Inverno gasta dinheiro, gela as mãos e racha a boca. Me peguei hoje com três manteigas de cacau na bolsa. TRÊS! Quem é o ser que anda com três dessas porcarias que nem mesmo gosto tem?

O inverno é chato mesmo! Chato e com gosto de nada.

Obs.: Sofia Ricci não fez um post melhor porque suas luvas estavam atrapalhando.

3 comments Junho 27, 2008

Etiquetas amarelas

Eu estava assim, meio entediada e resolvi procurar no Orkut umas amigas dos tempos de ensino fundamental. É fato que o choque foi forte. Aquelas fotos de baladas lounge, jantares e roupas que nem minha vó usa, foram um ataque ao meu modo de vida. E eu que me achava tão moderninha, tão saidinha, tão sociável… credo! Até comecei a rever meus conceitos e passar a trocar o cd dos Los Hermanos por algum Dj de nariz empinado e sotaque arrastado. Comecei a achar minha vida assim, tão sem gracinha, tão sem emoção e cheia de etiquetas amarelas de lojas de departamento. Eu não tomo Martini e nem mesmo sei exatamente o que é, eu não pago mais de R$20 em baladas (precisa ser muito boa e no começo do mês), eu não ganho um carro 0km de 18 anos e tenho a obrigação de passar na Federal. Meu namorado também não tem uma conta bancária infinita, aliás, eu nem sequer tenho um namorado! Meu celular não voa, meu tênis não anda sozinho e minha unha é made in home. Eu durmo de moletom e minhas meias são coloridas, isso é feio? É feio acordar de cabelo bagunçado? Comer arroz e feijão? Ficar feliz por poder comer paçoca nessa época do ano? Eu não acho. Eu me acho bem bonita assim. Eu me sinto muito mais completa e muito mais feliz! Eu gosto de ficar em casa escrevendo aqui no blog e… Puxa! Como eu fico feliz em ser elogiada mesmo sabendo que estou vestindo meias de dedinhos. Eu entro no ônibus e cumprimento o motorista e o cobrador e eu também agradeço antes de descer. Será que gente bonita, rica e sociável… é simpática? Puxa vida! Minha vida não é sem graça nada! É muito mais emocionante perder o ônibus e esperar 15min em pé. È muito mais gostoso comer o arroz e feijão da minha mãe. Assim como também é muito mais romântico saber que ele gosta das minhas meias de dedinho, do meu cabelo bagunçado de manhã cedo e dos meus desejos de comer paçoca em Junho. Ai, como eu sou feliz vestida com roupas de etiquetas amarelas e… Puxa! Como eu rio sem ter vergonha quando esqueço de arrancá-las da roupa!

10 comments Junho 24, 2008

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