Archive for Abril, 2008

“Da manga rosa quero gosto e o sumo
Melão maduro sapoti juá
Jaboticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbú-cajá
Pele macia
Ai, carne de cajú
Saliva doce, doce mel, mel de uruçu”

 

Tropicana

Add comment Abril 30, 2008

Para minha Betty Boop

Tenho um defeito que talvez 90% dos escritores também tenham. Depois de muito pensar em escrever, acabo por não fazer. Desistência. Resolvo então vir aqui, minha cara, lhe escrever algo apressado e improvisado. Já lhe disse uma vez: “são as palavras de quem nos conhece a pouco que valem mais! Porque a maioria das pessoas que encontramos na vida, não levamos para ela toda. A maioria nos conhece superficialmente. Não importa o seu profundo, esse somente amigos de anos conhecerão e amigos de anos acham tudo em você bonito!”. Acho eu que foi a coisa mais sincera (e sem querer) que ja escrevi para alguém. Em meados de 2007 quando nem mesmo sabia seu sobrenome e o que queria ser quando crescer, já sabia que você não era mais uma das “calouras” do Ensino Médio, você sabia ler de verdade, sabia elogiar de verdade e mais tarde mostrou saber escrever de verdade. Nos identificamos por aquela coisa chamada “palavra”, no seu sentido mais poético, e que na nossa idade era quase raro encontrar. Agora estamos nós, 3 anos depois, conversando sobre cursos, vestibulares, seu namorado, meus namorados, reclamando de alguns, elogiando outros poucos. Quanta coisa mudou? Quanto sei de ti agora? Continuo lhe achando natural, meio rebelde, meio nascida fora de época. Já lhe disse isso? Deveria ter sido inspirada em ti aquela bonequinha de vestido vermelho criada nos anos 30, a qual já lhe atribui o apelido várias vezes, Betty Boop. Cresce na nossa amizade uma mistura de admiração e curiosidade, uma pela outra. Me pego várias vezes querendo ser mais tua amiga, querendo sentar em um bar na madrugada e conversar até o dinheiro acabar, já que assunto não faltará. É garota, conquistamos uma a outra, simpatizamos uma com a outra, seremos sempre e teremos sempre uma a outra. Gosto de ser denominada sua amiga e gosto de poder lhe escrever “assim”. Porque só “assim” a gente sabe se entender.

1 comment Abril 15, 2008

Então me deixe

Ouvir uma música, me alongar num tapete de borracha, voltar para a casa a pé, ver a cidade do alto, tirar o fone para ouvir as crianças brincando na rua, o barulho da água escorrendo na calçada, o vento, o trânsito, o ar. Me deixe enquadrar uma foto, tirar uma foto, guardar a sua foto. Me deixe pintar as unhas de vermelho, repartir o cabelo no lado, mudar de profissão. Me deixe escrever pausadamente, repetidamente, inexplicavelmente. Me deixe estudar, prestar atenção na aula, tomar sorvete no frio, queimar as bochechas no calor. Sentar na grama, ouvir uma flauta e um violão. Olhar pra cima e ficar cega de luz, de nuvem, de céu. Me deixe ser assim pra sempre.

1 comment Abril 9, 2008

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